segunda-feira, junho 30, 2008

Celorico acorre em peso à ordenação do Pe. Gilberto Antunes

Hoje, uma grande multidão deslocou-se à Sé Catredal da Guarda para participar na Ordenação do Pe. Gilberto Antunes e ma instituição do acólito Hugo Martins.
Vieram de todos as terras do Arciprestado de Celorico da Beira e todos quiseram cumprimentar o novo sacerdote e dar os parabéns ao acólito.

Foi impressionante... tantos beijos e abraços, tanto carinho e sentidas manifestações de amizade... A sua passagem pelo Arciprestado não passou despercebida!
Porém, parece que mais uma vez era necessário despachar-se porque havia uma missa que tinha que começar às 18.30h!!!
Os cumprimentos prolongaram-se para além da hora, mas nestas ocasiões ninguém pode levar a mal... afinal é para a Diocese uma grande alegria a ordenação de dois padres, um diácono e dois acólitos.
PARABÉNS

sábado, junho 21, 2008

Dois novos padres e um diácono para a Diocese

No próximo dia 29 de Junho, pelas 16 h , na Sé Catedral, o Gilberto e o Hélder vão ser ordenados presbiteros e o Valter vai ser ordenado diácono.

A Diocese e em especial as paróquias onde durante estes dois anos o Diácono Gilberto desenvolveu a sua actividade pastoral, partilham da sua alegria em clima de louvor e acção de graças.

Louvamos o Senhor por este importante presente que Ele nos oferece. Peçamos-Lhe que faça de todos os padres do nosso presbitério: "padres segundo o coração de Deus". Peçamos pelas nossas comunidades cristãs para, que a exemplo das paróquias de Almaceda, Colmeal da Torre e Covilhã sejam alfobre de futuras vocações.

Precisamos de comunidades cristãs que colaborem, apoiem e incentivem a pequena semente da vocação.
Precisamos de comunidades que sintam o problemas das vocações como seu e não apenas da instituição. Sem comunidades empenhadas na oração pelas vocações, sem familias disponiveis para entregarem os seus filhos à Igreja, sem jovens educados no seu da familia para valores espirituais não surgiram vocações...
Precisamos de comunidades que aceitem os desafios das novas formas de organização pastoral. É só com a compreensão de todos, é possível.
"Para mim viver é Cristo" (Fil. 1, 21)

sábado, junho 07, 2008

Viagem a Santiago de Compostela

No dia 31 de Maio, com muito entusiasmo e algum sono, às 5 da manhã, o autocarro partiu Rumo a Santiago de Compostela. São sempre momentos carregados de ilusão e boa disposição. Os km não foram suficientes para desanimar quem corre por gosto ou com o objectivo de ajudar a sua Igreja.
E mais uma vez provou-se que valeu a pena.
Além das amizades que se cimentam, das novas terras que se ficam a conhecer, também económicamente foi rentável para a paróquia da Velosa: 886, 70 Euros. Rendeu mais do que muitas festas!!! E é, assim, aos poucos, mas com o esforço de muitos, que vamos angariando os fundos necessários para acabarmos de pagar as despesas da reconstrucção da nossa Igreja.



Nesse dia, além do autocarro que nos foi disponibilizado gratuitamente pela Câmara de Celorico da Beira, também nos foi entregue, conforme prometido, a quantia de 3.000 Euros. Faltam 9.000 euros que também nos serão entregues quando for possível.
Com a ajuda das instituições, com a ajuda e a boa vontade de muitas pessoas, tem sido possível recuperar a nossa Igreja que tão estimamos.

sexta-feira, maio 30, 2008

Sacerdotes, segundo o coração de Deus e seguindo o modelo de Cristo, Bom Pastor

Oração pela santificação dos sacerdotes
A Congregação do Clero – o organismo da Santa Sé que tem a seu cuidado os sacerdotes e os diáconos de todo o mundo – alerta para a necessidade e urgência de que em toda a Igreja se reze pela santificação dos sacerdotes. Na verdade, da santidade dos sacerdotes e da sua fidelidade a Cristo dependem a renovação da própria Igreja e o crescimento do Reino de Deus no mundo dos homens.

O sacerdote não é (e os cristãos devem estar conscientes disso) um mero funcionário ou empregado da religião.
A sua missão não se limita ao ensino de um conjunto de verdades ou doutrinas religiosas e à realização de alguns actos de culto ou celebrações litúrgicas.
O sacerdote é, não pode deixar de o ser, um homem de Deus. Um homem chamado por Deus para fazer chegar aos homens a sua verdade e o seu amor. Ele é o administrador dos mistérios de Deus.
Por isso mesmo, o sacerdote é – seria um absurdo que o não fosse, um homem de fé e de oração.
  • Ele é - deve ser - um homem que acredita no que ensina e vive o que ensina.
  • Ele é – é seu dever ser - um homem que se distingue pelo modo como vive no mundo:
  • o modo como encara o poder e a riqueza,
  • o modo como se relaciona com as pessoas e aborda as questões sociais;
  • distingue-se pelas suas convicções e pelos seus ideais, pela sua coerência de vida e pela sua esperança.

Para ser tudo isto – e isto faz parte da sua missão – o sacerdote precisa de rezar muito e que muitos rezem por ele.

Na carta dirigida aos sacerdotes, a Congregação do Clero lembra-lhes “a prioridade da oração em relação à acção, porque dela depende a eficácia da acção”. Se o sacerdote não reza, se não fala com Deus, se não medita e não interioriza a sua palavra, como pode falar de Deus aos homens? Como poderá ser credível e eficaz a sua acção pastoral?
Apesar das inúmeras solicitações, o sacerdote, na hora de gerir o seu tempo e elaborar o seu programa, deve ter a lucidez e o discernimento para reservar e dedicar o tempo necessário à oração, evitando a tentação de cair num activismo cansativo e estéril.
O sacerdote prejudica mais os seus paroquianos deixando de rezar do que se omitir algumas acções pastorais. Só com uma vida espiritual intensa, o sacerdote pode ser missionário convicto e convincente do amor de Deus junto dos homens.

Depois, a mesma carta da Congregação do Clero fala da necessidade e da importância da oração, sobretudo a Adoração Eucarística, por parte dos fiéis, em favor dos sacerdotes, para que eles sirvam cada vez melhor Jesus e os irmãos.
De um modo geral, as pessoas são muito exigentes em relação aos sacerdotes:

  • querem que estejam sempre disponíveis para as atender e que lhes façam o que eles querem e como lhes agrada ou convém.
  • Além disso, são pouco compreensíveis no que se refere às suas limitações humanas. Por vezes, até às suas limitações no campo da saúde.
  • Mais ainda, são particularmente impiedosas nos juízos de valor que fazem sobre eles, sobre os seus comportamentos e acção pastoral.

Mas quem tem consciência da verdadeira missão do sacerdote? Quem sente a comunidade cristã paroquial como sua família e o sacerdote como membro/pai desta família? Quem chama com verdade padre (pai) ao seu pároco? Quem se preocupa em dar-lhe apoio humano e espiritual? Quem pensa e considera como seu dever rezar regularmente pelos sacerdotes, de modo especial pelo seu Pastor?
Se não fazemos a nossa parte, não podemos esperar, muito menos exigir, melhores padres.

A renovação da Igreja, a renovação que é urgente empreender há-de começar pela renovação dos sacerdotes. E a renovação dos sacerdotes passa precisamente pela sua santificação!
Há que rezar, com confiança e com perseverança, pelos sacerdotes para que o sejam segundo o coração de Deus, seguindo o modelo de Cristo, Bom Pastor.

quinta-feira, maio 22, 2008

As vantagens de participar na Eucaristia

A Eucaristia é a mais importante celebração comunitária da nossa fé. “Visto que há um só pão, nós, embora sejamos muitos, formamos um só Corpo”. Jesus deixou-nos a Eucaristia para nos ajudar a construir e a viver a íntima comunhão com Deus e com os irmãos.

Hoje, muitos baptizados (a maior parte dos baptizados) dispensam a EUCARISTIA por qualquer motivo ou simplesmente porque a Eucaristia já não lhes diz nada.
Não sentem a Eucaristia como o encontro privilegiado com Cristo. Pior ainda, Jesus Cristo conta pouco para as suas vidas, não têm tempo para Ele ou consideram mesmo perda de tempo rezar e participar nas celebrações litúrgicas.
Muitos cristãos ainda não conhecem bem Jesus, ainda não entraram na intimidade da sua vida, ainda não experimentaram a força transformadora da sua Verdade e do seu Amor. Esses ainda não se deixaram seduzir por Ele, ainda não lhe deram a oportunidade de se manifestar nas suas vidas.
Arranjemos tempo e, acima de tudo coragem,
para enfrentarmos as questões fundamentais da vida;
Olhemos para Jesus,
Escutemos as suas palavras;
Contemplemos a sua vida;
Consideremos a proposta que Ele nos faz,
o caminho da vida que nos aponta, a meta a que nos chama;
Abramos o nosso coração e a nossa mente
á sua Verdade e ao seu Amor;
Deixemos que Ele nos desperte para a nossa dimensão espiritual
e para a nossa vocação à eternidade.
  • Então, descobriremos como Ele é importante para nós e como nós temos necessidade dele e como só temos a lucrar se o acolhermos na nossa vida e nos deixarmos conduzir por Ele.
  • Então sentiremos vontade e falta de nos encontrarmos com Ele na Eucaristia.
  • Então não nos faltará o tempo (nem precisaremos de arranjar grandes desculpas). Pelo contrário acorreremos até à Eucaristia para nos alimentarmos do Senhor da Vida, do Pão que dá a Vida Eterna.

segunda-feira, maio 19, 2008

Nós n'Ele. Ele em nós (Jo 6, 56)

Corpo de Deus. Nós n’Ele. Ele em nós (Jo 6, 56).

Celebramos o «Mistério da Fé», o Sacramento da Eucaristia. Recordamos a instituição dela, na Quinta-Feira Santa, como memorial da Paixão e Morte do Senhor.
Jesus, Verbo de Deus, que nos alimenta com a Palavra, também nos dá a comer e a beber o seu próprio corpo e o seu próprio sangue. Comemos o Pão eucarístico, e somos transformados n’Aquele que vem a nós.
Foi uma prenda de Jesus, ao despedir-Se dos seus. Uma «invenção» de última hora, inspirada na saudade do Amor. Invisível aos olhos, tornou-Se palpável no novo maná que nos mata a fome – como viático que é –, no caminhar de peregrinos para a Terra Prometida. Esta nossa condição de «povo em marcha para a casa do Pai» é representada, hoje, ao vivo, pela procissão eucarística, em tantas localidades do mundo, testemunhando, em público, a fé comum em que Jesus caminha connosco pelas estradas do mundo. É Ele a água viva que nos extingue a sede, o Pão da vida, que, igual para todos, faz de todos um só corpo. «Aquele que Me come, viverá por Mim» (Jo 6, 57). Deus Filho, nascido de Maria, é, na Eucaristia, Corpo de Deus (linda designação portuguesa da Festa que celebramos), para a salvação do mundo.

Recordar, agradecer, viver unidos.
Pão e vinho constituem a matéria do Sacramento da Eucaristia.
Simbolizam e recordam a Paixão e Morte do Senhor,
numa doação de amor levada até ao extremo.
Muitos grãos, moídos, estão na origem do pão.
Muitos bagos de uva, espremidos, produzem o vinho.
Somos um corpo formado de muitos membros, mas todos alimentados do mesmo Senhor.
Como compreender, permitir, aceitar as nossas divisões e contendas?
Ir a Ele, comungar, é caminho e é força de unidade.
Eucaristia significa «acção de graças».
Vamos transformar as nossas celebrações em momentos de agradecimento, de reconhecimento daquilo que devemos a Deus (e que temos nós, que não tenhamos recebido?), de Lhe dizermos «muito obrigado!». Que esquecida, esta dimensão do Sacramento! Não esqueçamos também que Ele está nos inúmeros sacrários do mundo, aguardando a nossa visita. Entremos e estejamos, por pouco tempo que seja, com quem quis ficar para sempre connosco.
Fonte: Boa Nova para cada dia

domingo, maio 11, 2008

sexta-feira, maio 09, 2008

Deus manifesta toda a sua bondade e todo o seu amor para connosco na mãe e no pai que nos dá

“Acreditas nisto?” Acreditas que “Eu sou a ressurreição e a vida”?
Esta é a pergunta que Jesus dirige a Marta, que acaba de perder o seu irmão Lázaro.
Antes, Marta tinha censurado Jesus por não ter chegado antes e evitado a morte do irmão: “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido”. Apesar disso, e embora sentido profundamente a morte do irmão, Marta faz a sua profissão de fé em Jesus: “eu creio que Tu és o Messias, o filho de Deus que havia de vir ao mundo”.

A morte levanta muitas interrogações a que a simples lógica humana não consegue responder. Desde uma perspectiva meramente humana (terrena), ninguém devia morrer, muito menos aqueles que mais amamos. No entanto, à luz da fé em Deus é possível entender o mistério da vida e da morte. A Palavra de Deus revela-nos o sentido último da vida e em Jesus encontramos o sentido último da morte.
Jesus morreu, precisamente para que a morte não signifique o termo da vida do homem, não seja um voltar ao nada. Pelo contrário, seja a passagem para a outra margem da vida, onde o homem pode ver a Deus face a face e gozar da plenitude da sua vida e do seu amor. Cristo morreu a fim de garantir ao homem a vida para além da morte, uma vida que se prolonga na eternidade de Deus.

Com S. Paulo, “nós acreditamos que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar com Jesus e nos levará para junto dele”. E também sabemos, embora nem sempre o tenhamos presente e o levemos a sério, que se “esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita recebemos nos céus uma habitação eterna”. São estas certezas, que, embora não evitando a tristeza, suavizam a nossa dor e nos impelem a continuar a viver com esperança.
  • A fé em Cristo ajuda o homem a descobrir e a aceitar a morte como uma etapa necessária para chegar à pátria que está nos céus, “à habitação eterna construída por Deus e não pelos homens”. Porque acreditamos na pátria que está no céu, diante do pensamento da morte daqueles que partem antes de nós, não perdemos a esperança nem deixamos de sonhar com a pátria do futuro.
  • Graças à fé, quando experimentamos a realidade da morte na morte daqueles que nos são queridos, em especial dos nossos familiares e mesmo da nossa mãe, não perdemos a vontade de viver nem o sentido da vida. Mesmo nessas circunstâncias, não cedemos à tentação de olhar para trás ou de nos prendermos ao passado e às suas recordações. Pelo contrário, continuamos a olhar para o alto, a caminhar em frente, a sonhar o futuro.

Em relação àqueles que partem antes de nós, sentimos necessidade de lhes continuar a exprimir o nosso afecto e a nossa amizade, através da oração, do diálogo interior…, pois eles estão vivos em nós e nós continuamos em comunhão com eles. E aqueles que partem o que mais desejam aos que ficam é que continuem a viver com esperança e com alegria. Eles estão à nossa espera enquanto nós, à luz da fé, sabemos que caminhamos ao seu encontro!

“Acreditas nisto?”
Hoje, sinto que é a mim que Jesus interpela com esta pergunta. Nesta hora da morte da minha mãe, Jesus quer saber se eu acredito, bem no fundo do meu coração, que Ele é “a Ressurreição e a Vida” dos homens, “a Ressurreição e a Vida” da minha mãe.
Consciente de que a própria fé é um dom de Deus, eu professo, neste momento: Acredito, Senhor, que Tu és a vida eterna da minha mãe e que ela vive em Deus para sempre!
  • A mãe, a nossa mãe, é o bem mais sagrado e precioso que recebemos de Deus.
  • Deus manifesta toda a sua bondade e todo o seu amor para connosco na mãe (e no pai) que nos dá.

  • E, depois de nos dar tantos bens por meio dela, é o próprio Deus, e não nós, que a recompensa generosamente.
E, assim, nós podemos ficar tranquilos e em paz porque temos a certeza que ela se encontra bem, no lugar que ela merece: no coração de Deus.

Queria deixar aqui o meu muito OBRIGADO a todos os paroquianos da Velosa que neste momento de dor e sofrimento, mas também de esperança na vida eterna se se associaram a mim e à minha família com as suas orações, a sua presença e todas as palavras amigas que me (nos) transmitiram.

domingo, maio 04, 2008

"Como é bom poder olhar para a nossa mãe e poder senti-la como o bem mais sagrado e mais precioso que se têm"

DIA DA MÃE.

Haverá alguém que precise deste dia para se lembrar da sua mãe, para a rodear de afecto, para lhe manifestar o seu amor, para lhe testemunhar a sua gratidão?!


Ela é como um espelho perfeito:
  • da bondade e do amor misericordioso de Deus Pai;
  • do amor oblativo, da entrega radical do seu Filho;
  • da comunhão, do amor confiante de Deus Espirito Santo.
A Mãe é, na terra, a imagem mais fiel de Deus, do Deus que ama sem limites, do Deus que dá a vida por amor, do Deus que reune e congrega a humanidade. Na mãe, nós descobrimos vemos e sentimos Deus tão extraordinárimanet simples e acessível, tão realmente presente, tão admiravelmente amigo!
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Como não lamentar a sorte daquelas mães que NÃO têm os filhos que elas merecem, pelo que foram e pelo que fizeram por eles?! Quantos filhos esquecem as mães enquanto vivem e, depois de mortas, colocam flores na sepulturas e mandam celebrar missas por elas! E muitos nem isso! A sociedade que tem posto tanto empenho em destruir a familia, fragiliza as mães a sua vida e a sua missão!
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Hoje, também há muitos filhos que não têm as mães que precisam e merecem. Podem ser mães que trabalham muito e até fazem sacrificios para dar muitas coisas e bem estar aos filhos, mas faltam-lhes os horizontes de fé, a consistência dos valores espirituais, a autoridade moral, as convicções e os ideiais de vida. Mães que não estão em condições de ajudar os filhos a crescer na graça diante de Deus e dos homens.

segunda-feira, abril 28, 2008

IX Jornada Eucaristica Arciprestal

"Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo".
Reunimo-nos neste lugar (o lugar nem importa muito) e estamos a celebrar a Eucaristia (isso é que é verdadeiramente importante) porque acreditamos em Cristo, na sua Verdade e no seu Amor. Acreditamos e sentimos que só ele tem palavras de vida eterna e que ninguém nos ama tão intensamente e tão desinteressadamente como Ele.
Estamos aqui, a celebrar a Eucaristia, para nos encontrarmos com Ele, para escutarmos a sua Palavra, para O acolhermos no nosso coração, para depois O levarmos para a nossa vida. Na Eucaristia, Jesus torna-se nosso contemporâneo!
Estamos aqui, a celebarar a Eucaristia, conscientes de que todos nós, independetemente da terra a que pertencemos (23 paróquias), fazemos parte da família de Deus, o novo povo de Deus, a Igreja de Jesus Cristo.



Ao criar o homem, o grande sonho de Deus foi o de tornar participante da sua vida divina e constituir com Ele uma familia. Este continua a ser o grande sonho de Deus, um projecto que pretende abranger todos os homens e todos os povos da terra.

UM PROJECTO AMBICIOSO E DIFICIL! Deus investiu imenso neste projecto.

  • Jesus ofereceu a sua vida por nós, para vencer o nosso egoísmo, responsável por todos os preconceitos e barreiras que dividem os homens, as terras e os povos;

  • Deus deu-nos um coração capaz de amar;

  • Jesus deixou-nos a Eucaristia - o sacramento da unidade - "aqueles que recebem o mesmo Corpo do Senhor devem formar um só corpo, devem viver como uma grande família;

  • Jesus enviou-nos o Espírito Santo. Espírito de unidade, enquando nos conduz para a verdade de Cristo e nos anima com o mesmo amor do Pai e do Filho.

Como entender e construir a UNIDADE?

  1. Respeitado as diferenças;
  2. Reconhecer que precisamos uns dos outros para viver e ser felizes;
  3. colocar os dons que Deus nos deu ao serviço da comunidade;
  4. querer para os outros o que ueremos para nós;
  5. vencer preconceitos e bairrismos nas relações entre as pessoas e as terras.

É uma tarefa ambiciosa e dificil!

  • Não podemos mudar os outros, mas podemos mudar-nos a nós mesmos;
  • Não podemos mudar a Igreja, mas podemos ir renovando as nossas comunidades cristãs;
  • Não podemos mudar o mundo, mas podemos ser um pequeno fermento no meio do mundo;
  • Não podemos fazer grandes coisas, mas podemos fazer pequenas coisas com AMOR.

Encontremos no Beato Manuel Fernandes - um santo de Celorico da Beira - a força, a coragem, o valor para aceitarmos a proposta e a exigência de Deus: "sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste".

sábado, abril 26, 2008

Os processos de nulidade matrimonial acumulam-se nos Tribunais Eclesiásticos

O aumento de pedidos de nulidade dos casamentos católicos e a falta de juizes e especialistas em Direito Canónico está a atrasar em vários anos o andamento destes processos, que marcam a actividade dos tribunais da Igreja.

Durante as XVI Jornadas de Direito Canónico, que estão a decorrer em Fátima, tem sido discutida a aplicação dos diplomas da Igreja e a opinião da maior parte dos representantes é que a falta de especialistas em Portugal está a impedir uma maior rapidez dos processos judiciais.
Em 2008 comemoram-se os 25 anos da aprovação do actual Código de Direito Canónico, pelo que as jornadas deste ano são dedicados a questões relacionadas com a importância deste documento. Este código sucedeu ao de 1917 e já incluiu as novidades do Concílio Vaticano II, que mudou o relacionamento da Igreja com o mundo.
Questões como as relações com o laicado ou a aplicação do código na vida dos crentes são alguns dos temas em debate no encontro, que termina hoje em Fátima.
Em Portugal, a divulgação do código junto dos leigos aumentou a abertura de pedidos de nulidade dos casamentos católicos, já que a legislação canónica permite que esses matrimónios sejam considerados nulos em muitos casos.
Questões como embriaguez no dia do casamento, pressões familiares ou sociais, doenças e mesmo casos extra-conjugais são motivos para pedir a nulidade dos matrimónios católicos. Caso o processo chegue a bom termo, a Igreja considera que esse casamento nunca reuniu condições para ser válido, pelo que as duas pessoas podem voltar a casar-se livremente pela Igreja.
No entanto, «esta maior facilidade de declarar nulos os casamentos nem sempre acontece» porque os «tribunais eclesiásticos estão entupidos de processos e não há juízes nem especialistas».
Opinião semelhante tem Saturino Gomes, director do Instituto Superior de Direito Canónico da Universidade Católica Portuguesa (UCP). «Faltam pessoas mais disponíveis para se especializarem nesta área», afirmou o sacerdote, que organiza o encontro em Fátima. Nesse sentido, nos últimos 16 anos têm sido realizadas jornadas de sensibilização para angariar especialistas e juristas em Direito Canónico junto dos leigos, mas o número de interessados é insuficiente para as necessidades das dioceses.
«Há tribunais que demoram mais de cinco anos a julgar casos deste tipo», explicou um sacerdote, salientando que os leigos ainda «não estão suficientemente despertos» para esta questão.
Na maioria das dioceses, os tribunais são compostos quase exclusivamente por sacerdotes e religiosos quando, em muitas fases processuais, deveriam ser os leigos a realizar parte do trabalho. «A actividade pastoral é tão intensa que os sacerdotes deixam sempre para o fundo das prioridades os tribunais».
Para Saturino Gomes, o Código do Direito Canónico «deve considerar-se o instrumento indispensável para assegurar a ordem, tanto na vida individual e social, como na própria actividade da Igreja», definindo o papel de cada elemento na hierarquia, mas também «as normas de comportamento» devidas.
«Uma das novidades do Código é a sistematização dos deveres e direitos dos fiéis», explicou este responsável, que compara a responsabilidade religiosa com a cidadania civil. «Na Igreja, a pessoa é titular de deveres e direitos a partir do Baptismo, porta dos sacramentos e de participação na vida da Igreja» pelo que «os deveres e direitos devem ser compreendidos numa óptica de comunhão, de unidade e de solidariedade eclesiais, não de luta e de poder».
«Leigos, padres e religiosos têm de se identificar com a sua própria vocação e estatuto, do qual derivam consequências para a inserção na Igreja», acrescentou.
Fonte: Agência Ecclesia

sexta-feira, abril 25, 2008

Beato Manuel Fernandes - um Santo de Celorico da Beira

Vamos celebrar, mais uma vez, a Jornada Eucarística Arciprestal. É já o IX Encontro Arciprestal.
Estes encontros, que retomámos no ano do Jubileu (2000), têm o mérito de nos ajudarem a compreender melhor e a viver mais intensamente o mistério da Eucaristia, tornado-se para nós mais claro e mais convincente que ela é realmente o centro e a fonte de toda a vida cristã.
Depois, ajudam-nos a olhar para além das paredes das nossas igrejas e das fronteiras das nossas paróquias, levando-nos a tomar consciência de que fazemos parte de uma família mais alargada – a Igreja de Cristo.
Estes encontros têm motivado uma bem significativa generosidade de todos em relação aos seminários diocesanos. E, ao mesmo tempo, têm despertado um interesse e um compromisso maiores em relação às vocações sacerdotais.
Todas estas razões levam-nos a preparar e a celebrar, com empenho e esperança, com entusiasmo e alegria, a Jornada Eucarística deste ano.

Este Ano o tema central é o Beato Manuel Fernandes. É um santo a descobrir para pudermos imitar. O seu fervor, entusiasmo e vontade de levar a Palavra de Deus até às terras do Brasil devem motivar-nos a aprofundar o nosso conhecimento da Palavra de Deus para a transmitirmos no seio da nossa familia e da sociedade onde estamos inseridos.
Beato Manuel Fernandes
Rogai por nós.

quinta-feira, abril 24, 2008

Os processos de nulidade matrimonial acumulam-se nos Tribunais Eclesiásticos

Estão a decorrer em Fátima, as Jornadas de Direito Canónico, no âmbito das comemorações dos 25 anos do Código de Direito Canónico, organizadas pelo Instituto Superior de Direito Canónico.
O Arcebispo Francesco Coccopalmerio, Presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos (Santa Sé), está presentes nas Jornadas.

Esta iniciativa termina hoje em Fátima e abordou as seguintes temáticas:
  • “A eclesiologia do Vaticano II e sua influência no CDC”;
  • “A autoridade na Igreja: do CDC 1917 ao CDC 1983”;
  • “Influência do Vaticano II na concepção de Paróquia e seus agentes pastorais”;
  • “Vaticano II e Munus sanctificandi na Igreja”;
  • “Aspectos do Direito Matrimonial”;
  • “Rosto eclesiológico e canónico do laicado e da vida consagrada na Igreja”;
  • “As sanções na Igreja”;
  • “Novidades importantes de direito processual canónico no CDC e na «Dignitas Connubii»”
  • “Aplicação do CDC em Portugal”.

Passado 25 anos ainda há muito para reflectir e muitas pistas para explorar. É um caminho que os canonistas terão de percorrer na busca da verdade e da justiça.

Os tribunais eclesiásticos estão saturados de processos de nulidade matrimonial e para que haja justiça é preciso que esta não se faça passado 5 anos. Como dizia o Director do Instituto de Direiro Canónico da Universidade Católica Portuguesa: "faltam especialista em Direito Canónico em Portugal".

terça-feira, abril 22, 2008

"Vamos dedicar-nos totalmente à oração e ao ministério da Palavra"

À medida que a comunidade cristã crescia – e cada dia aumentava o número daqueles que abraçavam a fé, levantavam-se novos problemas e surgiam novas necessidades. Desta vez, os cristãos de origem grega reclamam que se preste mais atenção às suas viúvas.
Os apóstolos, sempre iluminados e movidos pelo Espírito Santo, procuram uma resposta adequada para as diferentes situações que vão aparecendo.
Neste caso, eles têm clara consciência de que o serviço aos irmãos necessitados não pode ser descuidado pela comunidade cristã. Mas também têm consciência de que não podem ser eles a fazer tudo. Serviços como o da caridade (o servir às mesas, o atender às viúvas e aos órfãos) podem ser garantidos por outros membros da comunidade. Nesse sentido, ordenam que sejam escolhidos sete homens – “homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” – para lhes confiarem essa nova tarefa.
Deste modo, os apóstolos podem dedicar o seu tempo e consagrar a sua vida, total e radicalmente, ao que é o essencial da sua missão: a oração e o serviço da palavra. As múltiplas solicitações da comunidade cristã não desviam a atenção dos apóstolos do que é específico da sua missão!
Os apóstolos sabem que, para poderem proclamar, com fidelidade e com convicção, a palavra de Deus – o Evangelho de Jesus Cristo – precisam de passar muito tempo em oração. Eles precisam de escutar a palavra, de a meditarem no seu coração, de a tornarem realidade na sua vida.

“Vamos dedicar-nos totalmente à oração e ao ministério da palavra”.
Estas devem continuar a ser as prioridades da vida e da missão do sacerdote de hoje. E como seria bom que os cristãos também entendessem, aceitassem e respeitassem esta verdade!
  • O sacerdote não é, não pode ser reduzido (ele não pode consentir que o reduzam) a um mero profissional do religioso. Ele é, por vocação e missão, um homem de Deus, que proclama a sua Palavra, testemunha a sua vida e a comunica aos homens.
  • Por conseguinte, também ele, no seguimento e na imitação de Jesus, deve ser um homem de oração. Sem uma vida espiritual consistente, toda a acção pastoral do sacerdote, por mais variada e moderna que seja, é ineficaz e vã. Poderá ter muitas iniciativas e fazer muitas coisas, poderá trabalhar desde manhã cedo até noite dentro, mas se não age iluminado pela fé e movido pelo amor de Deus, cansar-se-á inutilmente, não ajudará a crescer o Reino de Deus.

O sacerdote:

  • precisa de entrar na intimidade de Deus, dialogando com Ele;
  • precisa de experimentar a intensidade da sua vida e do seu amor, deixando-se maravilhar por Ele;
  • precisa de escutar a sua palavra, perscrutar os seus desígnios, aceitar a sua verdade, acolhê-lo no seu coração. Só assim, o sacerdote poderá dedicar-se, de alma e coração, com credibilidade e eficácia, ao ministério da Palavra.

Caso contrário, o sacerdote torna-se num “pregador vão e superficial da palavra de Deus”. Quando falta a vida interior, o sacerdote, ainda que programe e se empenhe em muitas actividades pastorais, sentir-se-á insatisfeito e infeliz.

“ … totalmente ao ministério da palavra”.

O serviço da palavra, sempre precedido e acompanhado pela oração, constitui a prioridade do ministério sacerdotal. O sacerdote realiza esta sua missão:

  • quando proclama e explica, actualizando-a para o hoje da comunidade cristã que a escuta, a palavra de Deus, durante as celebrações litúrgicas;
  • quando implementa, organiza e apoia a catequese paroquial;
  • quando acolhe e escuta as pessoas, iluminando as suas dúvidas, os seus problemas e as suas inquietações existenciais com a luz da palavra de Deus;
  • quando, á luz desta mesma palavra de Deus, interpreta e ilumina, para as ajudar a transformar positivamente, todas as realidades humanas, familiares e sociais.
  • O sacerdote está ao serviço da palavra, quando celebra a Eucaristia. Esta é o momento privilegiado da proclamação e escuta da palavra de Deus. Porém, isto não implica, muito pelo contrário, que o sacerdote a deva celebrar a toda a hora e em todos os lugares. De outro modo, não lhe restaria tempo para rezar! E muitos cristãos bem pouco se importariam com isso!
  • Também está ao serviço da palavra, quando celebra o Baptismo, preside aos casamentos ou às exéquias fúnebres. No entanto, não tem que ser ele a fazer tudo isso. Todas estas celebrações podem ser garantidas pelos diáconos ou mesmo por leigos devidamente mandatados para tal. E o mesmo se pode dizer das procissões e outras devoções religiosas, para já não falar no que se refere ao Cartório Paroquial.

Se o sacerdote tem de fazer tudo, como muitas pessoas querem e exigem, onde vai encontrar tempo para rezar e para se preparar devidamente para o que é específico do seu ministério?
Por vezes, fico com a impressão de que as pessoas não se preocupam muito com isso, ou seja, não se preocupam se o padre tem ou não tem tempo para rezar e para se preparar, ou se efectivamente reza e se prepara. O que parece ser importante para elas é que, no momento em que precisam de um qualquer serviço religioso, o padre esteja disponível e seja ele a realizá-lo. E se o padre as atende como desejam, consideram, pelo menos naquele momento, que é um bom padre, um padre como deveriam ser todos os outros.

Mas se o padre faz tudo e faz tudo como as pessoas querem, mas faz tudo de qualquer modo, sem espírito nem verdade, como pode ser bom padre? Mas será que as pessoas querem bons padres, padres apostólicos, padres como Jesus?

Que nenhum padre se iluda, pois não faltarão aqueles que darão conta da contradição da sua vida e o começarão a censurar, dizendo:

  • até pelo modo como fala, dá a entender que não acredita no que ensina (“vê-se mesmo que está a fazer um frete);
  • diz uma coisa, mas faz outra (quem o pode tomar a sério!);
  • a sua vida carece de consistência e de coerência (não é exemplo para ninguém);
  • foi para padre só para governar a vida (não tinha jeito para mais nada)!

E ainda dizem outras coisas piores …!

Para evitar estes escolhos, “Vamos (também nós) dedicar-nos totalmente à oração e ao ministério da Palavra”. Apesar de serem muitas as propostas pastorais feitas pelas estruturas diocesanas, apesar de serem muitas as solicitações e as exigências dos paroquianos, apesar de vivermos no tempo da agitação e da pressa, não podemos prescindir do tempo necessário à oração. Caso contrário – estamos conscientes disso - deitaremos tudo a perder, trabalharemos e cansar-nos-emos em vão.
E os cristãos ser-nos-ão de grande ajuda se eles levarem a sério a recomendação que lhes faz, hoje, São Pedro. “Como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual …” Se os cristãos viverem como pedras vivas, ou seja, como cristãos conscientes e empenhados, se puserem a render os dons recebidos de Deus, se realizarem a missão que lhes compete no seio da Igreja, então os sacerdotes terão mais tempo para o que é mais importante, poderão realizar melhor a sua missão. E todos nós (sacerdotes e leigos) e a Igreja no seu todo só teremos a lucrar com isso.

segunda-feira, abril 14, 2008

sábado, abril 12, 2008

"Para que tenham a vida em abundância"

No Domingo em que Jesus se apresenta como o Bom Pastor, a Igreja convida-nos a reflectir e a rezar pelas vocações de consagração.
Jesus, como Pastor responsável, escolheu e preparou alguns dos seus seguidores a quem incumbiu de continuarem a sua missão de anunciar o Evangelho, de fazer crescer o Reino de Deus e de salvar os homens. Jesus quis e quer que homens e mulheres consagrem totalmente as suas vidas ao serviço do Reino de Deus.
A fonte de toda a vocação e missão é Deus, pois é Deus que quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. O próprio Jesus foi enviado por Deus e de Deus recebeu a missão de salvar a humanidade.

É Deus que chama, ainda hoje, aqueles que devem continuar a missão do Filho. E Deus chama à maneira humana e através de mediadores humanos:
  • o testemunho dos consagrados, o apelo dos pais e de outros mestres da fé;
  • Deus interpela por meio de acontecimentos e situações da vida ou por meio das necessidades dos homens e do mundo.

Deus chama, mas não é fácil para o homem captar o chamamento de Deus.

  • É difícil captar a voz de Deus no meio de tanto ruído do mundo e de tanta agitação da vida;
  • é difícil escutar o apelo de Deus, quando a sociedade bombardeia e aliena os jovens com tantas propostas ilusórias de felicidade.

É difícil escutar, mas mais difícil é dizer sim ao convite de Deus. É difícil dizer sim, porque exige uma opção radical, uma entrega total e um compromisso para toda a vida; desprendimento e espírito de pobreza; humildade e espírito de serviço; renúncia e espírito de sacrifício; abertura ao mistério de Deus e ao transcendente.

Dizer sim a Deus é difícil, mas é possível e vale a pena.

  • Na medida em que conhecemos Jesus, quem é, o que ensinou e o que fez por nós;
  • na medida em que conhecemos o projecto de Deus, que visa a felicidade e a realização plena do homem;
  • Na medida em que reflectimos sobre a nossa vida, procurando entendê-la à luz de Deus e das relações com os outros; e descobrimos que ela não pode ser gasta de qualquer modo mas que deve ser consagrada a uma causa nobre;
  • Na medida em que tomamos consciência de que é Deus que nos chama, que quer precisar de nós e que nos dá todos os meios para realizarmos e sermos fiéis à missão que nos quer confiar;
  • Na medida em que compreendemos o alcance, a importância e a necessidade de colaborar com Cristo na construção do mundo novo que Deus sonhou para a humanidade;

então, o apelo de Deus não nos deixa indiferentes. Pelo contrário, a sua proposta seduz-nos e damos o nosso sim com generosidade e com alegria!

Esta caminhada de descoberta e de aceitação do projecto de Deus a nosso respeito faz-se através da escuta da palavra de Deus e da oração. Só abrindo o nosso coração a Deus, dando-lhe a oportunidade de se manifestar a nós, poderemos descobrir e compreender o que Ele realmente pretende, qual a proposta que nos faz, qual a missão que nos quer confiar.

“Para que tenham a vida e a tenham em abundância”.

Aqueles cristãos que sentem realmente necessidade de Cristo, da sua palavra, do seu amor e do seu perdão; aqueles que não podem viver sem a Eucaristia e sem o Domingo; esses, seguramente, não só rezam como interpelam, estimulam e acarinham os que são chamados por Deus.
Se aumentar o número destes cristãos e destas comunidades, aumentará certamente o número dos consagrados e, consequentemente, a vida de Deus será mais abundante na vida dos homens.

sábado, abril 05, 2008

A CRUZ de S. Damião em Celorico da Beira

A Família Franciscana vive um triénio de preparação para o grande jubileu do ano 2009.
Nessa data celebram-se os 800 anos da conversão de S. Francisco de Assis, do início do carisma franciscano e da aprovação da “forma de vida evangélica” por parte de Inocêncio III.
Um dos passos decisivos nesta conversão foi o encontro do jovem Francisco com o Crucifixo de S. Damião. Por isso, a Família Franciscana Portuguesa lançou, neste triénio de preparação, a peregrinação da Cruz de S. Damião por todas as Fraternidades e Comunidades franciscanas do país. O ano passado a Cruz percorreu as dioceses do Sul e este ano cabe às dioceses do Centro recebê-la.
A Cruz de S. Damião entrará na Guarda no Domingo 30 de Março. No final de Abril será transmitida a Lamego.
Em Celorico da Beira vai estar no dia 11 (Sexta Feira).

sexta-feira, abril 04, 2008

Sabia que temos um santo em Celorico da Beira

Na IX Jornada Eucarística (27 de Abril), queremos também dar a conhecer e fomentar a devoção aos Mártires do Brasil. E temos uma boa razão para o fazer: um deles, de nome Manuel Fernandes, era natural de Celorico da Beira!
Trata-se de 40 jovens jesuítas, quase todos entre os 20 e os 30 anos de idade, que se dirigiam de barco para o Brasil, a fim de ajudar na sua evangelização. Junto às ilhas Canárias, em 15 de Julho de 570, foram atacados por navios calvinistas (protestantes) que, sabendo que eles eram missionários católicos, os assaltaram e deitaram ao mar.
Estes mártires foram beatificados pelo Papa Pio IX, em 11 de Maio de 1854. Para a sua canonização, é condição necessária que o seu culto seja reconhecido como permanente entre o povo cristão ou que seja realizado um milagre por seu intermédio.
Cada um destes mártires merece a memória, a devoção, a imitação e a homenagem dos seus conterrâneos, que, por sua vez, se devem sentir orgulhosos deste seu glorioso antepassado, reconhecido pela Igreja, a nível mundial.
Também nós, os cristão do Arciprestado de Celorico da Beira, devemos conhecer melhor e dar mais importância ao mártir Manuel Fernandes. É um santo da nossa terra, alguém que se deixou seduzir por Cristo ao ponto de O querer dar a conhecer entre os povos do Brasil! Façamos dele nosso modelo de santidade e intercessor junto de Deus!

segunda-feira, março 31, 2008

"Gozavam da simpatia de todo o povo"

O livro dos Actos dos Apóstolos, muito concretamente no texto que escutámos, mostra-nos como viviam, nos primórdios da Igreja, aqueles que acreditavam no Senhor ressuscitado.

“Viviam unidos e tinham tudo em comum”. Viviam “como se tivessem uma só alma”, partilhavam o que tinham, distribuindo os bens “conforme as necessidades de cada um”. Aqueles que compartem a mesma fé em Jesus ressuscitado constituem uma verdadeira família. A fé leva-os à partilha do coração, ou seja, une-os no amor. Amor que, por sua vez, os impele a partilhar os bens que possuem, dando especial atenção aos irmãos mais carenciados. A fé e o amor – realidades inseparáveis – levam os cristãos a fazer tudo “com alegria e simplicidade de coração”.
A unidade e a comunhão, o desprendimento e a partilha, a simplicidade e a alegria dos cristãos tornam-se numa interpelação e num apelo para os seus concidadãos. Estes admiram o modo de viver dos cristãos e sentem simpatia por eles. Como consequência, são muitos os que acreditam em Jesus, dispostos a seguir o mesmo modelo de vida.
A vida daqueles cristãos – cristãos que realmente acreditam e vivem animados pela ressurreição de Cristo – constitui uma pregação viva e eficaz de Jesus e do seu Evangelho.
A fé daqueles cristãos, a coerência da sua vida e a sua perseverança explicam-se porque eles “eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações”.
Não basta acreditar. A fé do homem precisa de ser, continuamente:

esclarecida e aprofundada na escuta da palavra de Deus e na catequese;

alimentada e fortalecida na celebração dos sacramentos e na oração;

vivida e concretizada em actos e gestos de amor ao próximo.

Aqui reside o segredo e a alma de uma vida que responde, com seriedade e fidelidade, às exigências da fé em Jesus ressuscitado.

“Gozavam da simpatia de todo o povo”.

  • A nossa comunidade cristã, pelo modo como vive e como celebra a sua fé, é testemunha autêntica e convincente da ressurreição de Cristo? E nós, pelo modo como vivemos no seio da comunidade cristã e pelo modo como nos inserimos no seio da sociedade humana, testemunhamos uma fé viva e comprometida, alegre e contagiante?
  • Ou na nossa comunidade há divisões e conflitos, pessoas que vivem de costas viradas e sem se falarem? Temos consciência de que a fé exige ser vivida em comunidade e não se reduz a uma mera questão privada e pessoal?
  • Na hora da verdade, damos a cara e defendemos os valores do Reino de Deus, ainda que seja à custa de grandes renúncias e sacrifícios?
  • Gerimos os nossos bens como se eles fossem exclusivamente nossos, ou sabemos e estamos dispostos a partilhá-los com quem precisa?
  • Somos cristãos com alma e com paixão, ou somos cristãos acomodados e adormecidos?
  • Quem olha para nós, vendo a nossa vida e as nossas obras, poderá concluir que acreditamos realmente no Deus da vida e do amor, no Deus que garante a ressurreição e a vida eterna?
Aplicar-se-á a nós a crítica que muitos dirigem aos cristãos, sobretudo aos ditos praticantes, de que não são melhores do que os outros (ou que até são piores do que os outros)? Se não somos melhores do que os outros é sinal de que não somos cristãos autênticos.
Para sermos cristãos convictos e convincentes como os dos primeiros tempos, devemos imitá-los na fidelidade ao ensino, à celebração da Eucaristia, à oração e ao amor fraterno. Sem uma ligação íntima e contínua a Cristo, pela escuta da palavra de Deus e pela vida sacramental, a fé não sobrevive.
  • Impressiona-me que muitos cristãos se sintam bem com a sua ignorância e, por conseguinte, não aproveitem as oportunidades que lhes são dadas para aprofundarem e fortalecerem a sua fé. A pior ignorância é a daquele que já não sente necessidade nem vontade de aprender! Muitos não têm motivação nem curiosidade em conhecer melhor Deus.
  • Impressiona-me que muitos cristãos não considerem a Eucaristia dominical importante e necessária e, por conseguinte, se dispensem dela, com a maior leviandade? Não tem noção do valor do tempo, aquele que não dá tempo ao que realmente é importante!
  • Impressiona-me que muitos ditos cristãos pensem e se convençam que podem viver a sua fé sem quaisquer referências à vida da comunidade cristã e sem assumirem qualquer compromisso com ela. Esses esquecem que a fé, se não é celebrada e vivida comunitariamente, acaba por morrer!

Aqueles que verdadeiramente acreditam em Jesus Cristo desejam conhecê-lo sempre mais, anseiam por encontrar-se com Ele e acolhê-lo nas suas vidas, dão naturalmente testemunho dele diante dos homens. E com cristãos assim, a comunidade cristã irradia a luz de Cristo ressuscitado, atraindo os homens para Ele e levando-os a glorificar o Pai celeste.